domingo, 13 de novembro de 2011

22:00

Versando Versos

Fui pela noite a fora brincar de ser feliz e não voltar nunca mais ...




Entre pileques e cheques trocados eu fui.
Poesias em papeis toalhas.
Olhares e desolhares, fui versando uma noite que não teria fim.
Dei de mim além do copo a mais de cerveja o último beijo de boa noite.
Mais uma vez lá estava eu perdia entre versos.

Sentada sozinha na mesa versei versos que não me lembro mais.
Me arrependi de não ter uma caneta naquele momento.
Só me lembrei que já tinha passado por isso.
Não era uma noite incomum, era rotina.
Mesa de bar, cachaça e dilúvios imaginários.

Lá estava eu perdida mais uma vez, sem papel nem caneta.
Indubitavelmente já levemente alterada pela quantidade de álcool.
Um sorriso quase escancarado e uma certeza impossível.
Versos perdidos, copos e garrafas fazias.
Era assim que me vi pela última vez.

Me perdi virando a esquina.
Até hoje não me achei.
Não sei mais onde fui parar.
Se alguém me achar faz favor de avisar.
Só lembro de soluçar aquela canção ...

"One more time 
One more time
One more time
One more time ... "

.. Acho que isso era uma prece.



sábado, 12 de novembro de 2011

00:08

Fui trilhas e passagens

Percebi que fui restos de caminhos .. Fui trilhas e passagens .. Percorri meu próprio eu, para tentar chegar em quem eu realmente sou!


E fui caminhando por entre lembranças, coisas da vida que vi, vivi e senti, fui deixando aflorar o meu lado criança, pegando com a mão a ponta do giz. Me inclinei pra ver o sol, rodei em círculos até ficar tonta, ri de mim e logo depois chorei, chorei sem piedade das lágrimas que derramei. Era saudade, de uma vida, de um tempo que não volta mais.


Eu e o destino, nós dois no caminho, um cruzar de pernas e um largo sorriso. Me senti orgulhosa ao olhar para trás, "eu evolui!". Pensei eu. Mas e os restos de nós? Para onde vai? Onde ficam todos os restos? Com certeza perguntas boas para eu fazer assim que tiver meu encontro marcado. E o destino prega peças, e várias delas, me sinto mais abençoada em saber que delas sobrevivi. E tem como não se sentir assim? 


Me senti grata pela vida, e pelo vento forte que soprava, me senti forte, poderosa e amada. Estranhamente amada, era algo que eu havia pensado no momento em que o vento soprou. Sabe no que pensei? Nos risos, nos que causei e principalmente daqueles amigos que deixam marcas tão profundas que até a distância diminui só de falar! Agradeço por eles também.


Mas adiante vi meus sofrimentos todos espalhados pelo chão, mas de certa forma organizados. Resolvi que não ia ficar muito tempo, afinal é uma zona perigosa e dolorida. Só deu tempo de lembrar das pesadas e tristes,  por ali fiquei com o gosto amargo e um começo de choro por entre os dentes ... Segui em frente.
Me coloquei firme a andar por entre algumas borboletas, me faziam sentir cocegas no céu da boca. Mas uma coisas estranha. Percebi que estava entre minhas fragilidades, que embora pareçam poucas não era não. Eles vinham em bando, uma de cada cor, cada uma representava uma das minhas fragilidades. Percebi que foi no momento mais duro da caminhada, onde tive que ser forte é que elas estavam presentes.


Logo estava em um campo aberto, cheio de flores e animais, e também vi que havia uma estrada enorme pela frente, perguntei ao destino: " Ainda não terminou?".Não disse nada, apenas me apontou uma árvore, nela tinham fotos, fitas, sorrisos e palavras penduradas. Era minha árvore, meus frutos, minha vida. Foi então que me dei conta, lógico que o caminha não terminou, tenho muito que andar, tenho muito que plantar e colher, mas hoje é meu dia de celebrar, pois cheguei até aqui.




Isso tudo pra dizer que passei por coisas boas e ruins e apesar de tudo fui feliz, SOBREVIVI.

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

14:19

Sinto

Hoje eu acordei como a maior saudade de todas.
Alias fui dormir com ela.
Acho que temos uma caso estranho de amor.
Ela vem quando quer, mas sempre está por perto, pronta pra me pegar de jeito!
Um dia eu pego ela …



Descarada essa saudade, ela me toma por inteiro.
Me vira de ponta cabeça.
Me tira o medo de amar, me tira o sono, a paz e a culpa.
Ela me domina, se torna meu desejo insaciável, meu defeito mais sublime.
Um dia eu faço ela parar ...


Hoje ela me fez dançar mais uma vez.
Atirou-me em seus braços, pedindo abraços, beijos, cheiros e afagos.
Um sorriso em comum de um amigo distante.
Um carinho, um dengo, todo mundo juntinho de novo.
Aii saudade que não tem fim ...




... Acho que em vez de virgula minha vida usa saudade como pausa para respirar.



[Gostaria de dedicar aos meus pedacinhos de mim que estão espalhados.]