domingo, 30 de dezembro de 2012

03:43

- Clichê de Fim de Ano. -

Todo mundo tem o seu clichê, disso eu tenho certeza, e eu tô falando de você que leu isso e disse: "Eu não." ai que eu te pego, tem sim  me achei nessa frase. e sabe por quê? Ora meu amor você está renegando os Clichês de Fim de Ano e isso nada mais é que um Clichê, muito mainstream eu diria.  Amo essa palavra. — Revogo a mim esse pensamento de mudança, tenho muita preguiça e nem acredito muito nesses tais clichês, mas os cumpro religiosamente todos os anos, mais por mística e corrente daquilo que insisto em dizer: "Maria Vai Com As Outras." É clichê e não tem o que discutir. TODO MUNDO FAZ. Assim mesmo em caps lock, ou vai me dizer que não? Certeza que você vai usar calcinha vermelha, e você que tá na praia vai pular  confesso nunca saber qual a quantidade certa de ondinhas a ser puladas.  sete ondinhas e o outro vai comer lentilha de baixo da mesa  bom, eu sempre como. 
E o que falar das Promessas?? Me peguei discutindo isso com minha mãe hoje, por que fazer promessa e planejar se você nem sabe se vai estar vivo amanhã? — Espero que sim.   Sabe que tecnicamente falando é um dos clichês que menos entendo,  O que é assustador, porque eu acho normal usar calcinha colorida. Bizarro.  Já parou para pensar em quantas promessas não cumpridas você já fez? Porra! Eu faço várias, tresloucadamente (essa palavra existe?), o que eu quero dizer, é que talvez esse seja o clichê mais usado do mundo, mesmo as ondinhas sendo aquilo que normalmente eu chamo de vergonha alheia, mas todo mundo faz. E tudo bem, esse é o clichê mais batido do ano todo, o que me leva a crer que é o mais sem noção de todos, uma vez eu até prometi não falar mais palavrão, e olha no que deu.  Há boatos de que isso será tese no meu TCC.  Enfim esse é o clichê que com certeza você vai acabar fazendo, mesmo que involuntariamente, então boa sorte, e desta vez tenta cumprir!
Outro clichê que muito me intriga é o tal de Usar Branco, isso em algum momento passou a ser o clichê da moda mais batido do Brasil, tendo em vista que em outros países, isso é só um detalhe e me parece que em Londres eles usam preto, que é a cor que os supersticiosos dizem que é proibido usar no Ano Novo. Ora! Mas vejam só, É PROIBIDO! Não, acho que a palavra mais adequada seria, não recomendável.  Foda-se!  Só por isso vou encerrar essa parte por aqui, e eu vou usar bege ou sei lá como chamam aquela cor, champanhe?
Eu acho que o máximo que podemos fazer é aquilo que nos faz bem, mesmo que tudo isso a cima seja um tanto quanto estranho  e eu faço  é o que nos faz bem, porque na realidade é só mais um ritual, e como todo ritual deve se seguir um ritmo, uma mística, uma sucessão de atividades que resultam no despedi-se do velho e receber o novo, e isso vale muito a pena, eu sou uma pessoa de muitos ritos, gosto de celebrar as coisas assim, por exemplo, vou acender velas e incensos enquanto me arrumo para a festa, assim simbolizo o que estou deixando que vá para o cosmo, aquilo que não vai me servir no próximo ano e minhas esperanças, rezo e canto mantras, também gosto de usar tudo novo e algumas coisas emprestadas,  o lance das coisas emprestadas rola pra muita coisa na minha vida, gosto de pegar as energias dos outros.  gosto de beijar e abraçar quem eu amo, minha família, ver os amigos, o que é bem normal a todos, estar bem comigo mesmo, resolver minhas tretas antes das zero horas, esse é o meu clichê e me orgulho dele.
Tem um outro clichê que eu não posso esquecer, aquele que a gente sai desejando tudo de ótimo, prosperidade, boas festa, amor, paz, saúde, dinheiro no bolso  ou onde você desejar.  beijo na boa, chamego, safadeza, bebedeira sem a lei seca te pegar  piadinha.  sonhos, realizações, utopia, luta, vitória, amaço no portão, amor que fique, felicidades, frio na barriga e tudo mais que possamos imaginar, bem é isso que pessoas fazem, sem falar dos amuletos e outras coisinhas .. rs. E eu estava falando do beijo a meia noite, clichê americanizado, mas que eu apoio. 

É só isso pessoal, sei que tem mais coisas, mas o que eu quero mesmo dizer, é que esse ano me encontrei como escritora, e agradeço a vocês ousados que leem meu blog, que insistem nesse erro, obrigada por mais esse ano e se Deus quiser até o ano que vem. Desejo tudo o que já escrevi a cima e aos supersticiosos que como eu, amam o treze, um 2013 repleto de coisas ótimas e pois esse vai ser O ANO BEBÊ! 





E que a vida seja um eterno clichê se negando a ser, pois ser e se contradizer é divino e demonstra a sanidade de nossa loucura, sejamos capa e contracapa. 

sábado, 22 de dezembro de 2012

00:55

Nem foi Tempo Perdido.

Vinte anos se passaram e com ele toda a infância, a tal inocência e o medo do escuro. Pedi pouco desses últimos anos, mas o pouco já era muito e com isso aprendi a lidar com o que falta e principalmente com o que sobra, não que isso seja ruim, mas talvez isso seja a nossa melhor lição, saber usar aquilo que temos e que ninguém mais quer.  As vezes meu mau humor, minha grosseria, maluquice e sinceridade.  Coisas que não dá para se jogar fora, o que fazer então? Essa talvez seja a melhor pergunta esse ano, pois sei que sou uma pessoa difícil de lidar, e normalmente o que nos falta é o que as pessoas procuram encontrar em nós. Descobri que se olharmos bem temos mais sobras que falhas e faltas e reclamamos de barriga cheia. Minha loucura foi o que sempre sobrou,  Meu lado Foda-se de ser.  e é o que mais me agrada, ponto positivo, criei assim o melhor jeito de ser Eu mesma a partir dessas sobras. Sou mais feliz após essa lição de casa: Ser o que se é até as últimas consequências, seja para o bem ou para o mal, pro ótimo ou pro ruim. Carpe Diem.
Descobri uma Bianca mais forte, mais frágil e mais Ela, difícil de explicar, apenas sentir, fazer e viver. Durante muito tempo fiquei me explicando, este ano não foi diferente, tirando por uma coisa: Pedi minha demissão, sem pensar, sem consultar ninguém, sem me explicar, apenas cansei e sai fora, do nada, ou quase do nada. Hoje me sinto muito melhor. Temos o péssimo hábito de nos tornamos escravos de nós, por comodismo ou por ter que dar muitas explicações, no meu caso os dois. O que não pensei, foi que isso afetaria todo o sistema organizado da minha vida, sem trabalho quem pagaria minha faculdade? Mamãe? JAMAIS. Se tem algo que não abro mão é de me virar.  Orgulho da minha parte.  Isso me fez mais bem do que eu levianamente pensava, a reorganização do sistema falido me fez correr atrás do verdadeiro objetivo da minha vida, assim consegui crescer muito mais, ainda não está fácil, mas está caminhando. Sou mais madura  Não gosto dessa palavra, "Madura", me soa tão pesado, ridículo.  para dizer cansei de agonizar por "necessidade", faço o que amo e isso um dia irá me bastar.
Lindo é descobrir a sua música do ano assim, curtindo um show numa noite e apenas viajar com a letra, só pensar que ela é muito minha esse ano. É mais lindo ainda, porque não teria graça descobri-la logo no começo do ano, teve que ser há algumas semanas atrás, teve que ser de surpresa e teve que ser agora. A letra dela cabe em gênero número e grau, passei de chuva à sol, de solidão à multidão, bons e maus momentos, rebeldia e mansidão, promessas não feitas, a pressão da responsabilidade, o selvagem, o leão por dia e ainda sim, não se preocupar, não mais, com o que será amanhã, já que o mundo não acabou,  ainda.  saber que a vida é assim, que temos nosso próprio tempo, para aprender, todo o tempo do mundo para viver, para ser, e concertar nossos erros, somos tão jovens e não temos tempo a perder. Para quê sofrer em vão? Para quê agonizar o medo de perder? De não ser o bastante, de não ser perfeita, de não bastar? Se você ama, luta, se não é agora, tenha fé, confia que um dia será. E já estamos distantes de 2012, que venham novos sonhos, planos e tempestades, porque não foi tempo perdido, não foi em vão. 


 Lição para o ano que vem: Fazer tudo o que se pode fazer, sem medo de ser FELIZ e por AMOR.  

quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

12:46

Morena de Guadalupe.

Morena de Guadalupe, Latina como nós.
Jovem como nós.
Revolucionária como poucos de nós.
Sonhadora como ninguém.
De cores e mistérios.
De fato és a única.
Com sua prova dura,
Mas sem perder a ternura.
Rosas
As eleitas para seu milagre.
Um índio.
O escolhido para torna-lo possível.
Em seu manto se encontra as estrelas do céu.
E sobre seus pés a lua.
Fazendo dela Imperatriz.

La Morenita.
De voz doce.
Que só queria mostrar o que é amor,
Queria ensinar o que é justiça.
Ajudar seu povo sofrido.
E mostrar ao mundo seu filho Jesus.

Mãe dos marginalizados.
Dos oprimidos.
Mãe que é igual.
Que se iguala em humildade.
Que deixa de joelhos os que nela
Não acreditam.
Que em um manto 
Deixou sua mensagem.
Criando assim seu mistério real.

E assim sua mística de amor se dá.
Guadalupe a Morena,
Que vez o nascer do sol.
Preparou a vinda do menino Jesus.
O menino Sol.
Que salvou seu povo da morte,
Da escravidão.
E os libertou.

A verdade,
Pela flor.






Salve a Virgem Morena de Guadalupe.