sábado, 22 de dezembro de 2012

00:55

Nem foi Tempo Perdido.

Vinte anos se passaram e com ele toda a infância, a tal inocência e o medo do escuro. Pedi pouco desses últimos anos, mas o pouco já era muito e com isso aprendi a lidar com o que falta e principalmente com o que sobra, não que isso seja ruim, mas talvez isso seja a nossa melhor lição, saber usar aquilo que temos e que ninguém mais quer.  As vezes meu mau humor, minha grosseria, maluquice e sinceridade.  Coisas que não dá para se jogar fora, o que fazer então? Essa talvez seja a melhor pergunta esse ano, pois sei que sou uma pessoa difícil de lidar, e normalmente o que nos falta é o que as pessoas procuram encontrar em nós. Descobri que se olharmos bem temos mais sobras que falhas e faltas e reclamamos de barriga cheia. Minha loucura foi o que sempre sobrou,  Meu lado Foda-se de ser.  e é o que mais me agrada, ponto positivo, criei assim o melhor jeito de ser Eu mesma a partir dessas sobras. Sou mais feliz após essa lição de casa: Ser o que se é até as últimas consequências, seja para o bem ou para o mal, pro ótimo ou pro ruim. Carpe Diem.
Descobri uma Bianca mais forte, mais frágil e mais Ela, difícil de explicar, apenas sentir, fazer e viver. Durante muito tempo fiquei me explicando, este ano não foi diferente, tirando por uma coisa: Pedi minha demissão, sem pensar, sem consultar ninguém, sem me explicar, apenas cansei e sai fora, do nada, ou quase do nada. Hoje me sinto muito melhor. Temos o péssimo hábito de nos tornamos escravos de nós, por comodismo ou por ter que dar muitas explicações, no meu caso os dois. O que não pensei, foi que isso afetaria todo o sistema organizado da minha vida, sem trabalho quem pagaria minha faculdade? Mamãe? JAMAIS. Se tem algo que não abro mão é de me virar.  Orgulho da minha parte.  Isso me fez mais bem do que eu levianamente pensava, a reorganização do sistema falido me fez correr atrás do verdadeiro objetivo da minha vida, assim consegui crescer muito mais, ainda não está fácil, mas está caminhando. Sou mais madura  Não gosto dessa palavra, "Madura", me soa tão pesado, ridículo.  para dizer cansei de agonizar por "necessidade", faço o que amo e isso um dia irá me bastar.
Lindo é descobrir a sua música do ano assim, curtindo um show numa noite e apenas viajar com a letra, só pensar que ela é muito minha esse ano. É mais lindo ainda, porque não teria graça descobri-la logo no começo do ano, teve que ser há algumas semanas atrás, teve que ser de surpresa e teve que ser agora. A letra dela cabe em gênero número e grau, passei de chuva à sol, de solidão à multidão, bons e maus momentos, rebeldia e mansidão, promessas não feitas, a pressão da responsabilidade, o selvagem, o leão por dia e ainda sim, não se preocupar, não mais, com o que será amanhã, já que o mundo não acabou,  ainda.  saber que a vida é assim, que temos nosso próprio tempo, para aprender, todo o tempo do mundo para viver, para ser, e concertar nossos erros, somos tão jovens e não temos tempo a perder. Para quê sofrer em vão? Para quê agonizar o medo de perder? De não ser o bastante, de não ser perfeita, de não bastar? Se você ama, luta, se não é agora, tenha fé, confia que um dia será. E já estamos distantes de 2012, que venham novos sonhos, planos e tempestades, porque não foi tempo perdido, não foi em vão. 


 Lição para o ano que vem: Fazer tudo o que se pode fazer, sem medo de ser FELIZ e por AMOR.  

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