quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

03:27

m e d o


Tenho medo de esquecer as chaves em casa.
Medo de dormir no ponto.
Tenho medo de ficar sozinha.
Medo de não acordar.

Não tenho medo de morrer,
Mas tenho medo de perder a vida.

Tenho medo de não sobrar.
Medo de acabar.
Tenho medo de me afogar.
Medo de ficar sem ar.

Não tenho medo de fantasma,
Mas morro de medo de ET.

Tenho medo de não ser suficiente.
Medo de não saber.
Tenho medo de não bastar.
Medo de desistir.

Não tenho medo de ir,
Mas tenho medo da despedida.

Tenho medo de não me encontrar.
Mas muito mais medo de me perder ...

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

01:27

Nuvem



Na rede eu vejo a nuvem passar,
passa tudo pela minha cabeça, 
passa tempo e avião.
Só não vejo você passar.
Na nuvem vejo casa, brasa, asa
passa tudo, passarinho,
passa tempo e gavião,
passa o trem na estação.
Só que nada, você 'Num Vem!

quarta-feira, 20 de novembro de 2013

23:14

Que emane.

A flor da pele
Que flua, que corra.
A flor da pele
Que dilate, que emane.
A flor da pele
Que revele, que transborde.
A flor da pele
Que exploda, que se foda!

domingo, 3 de novembro de 2013

23:29

Aquele email que não enviei.

Aquele email que não enviei,
pra reclamar da falta,
pra dizer que sinto muito.

Aquele email que não enviei,

pra dizer o quanto doí o tchau,
pra reclamar do travesseiro encharcado de lágrimas.

Aquele email que não enviei,

pra dizer que te cuido,
pra mostrar que me importo.

Aquele email que não enviei,

pra dizer que eu mudei
pra você ficar.

Aquele email que não enviei,

pra dizer que ainda não sei dizer,
mas que eu vou mostrar.

Aquele email do sonho sabe?


Pra falar da falta que você faz.

Pra dizer que não gosto de enviar emails.
Pra você saber que eu escreveria mil deles, só por você.
Pra lembrar que não me esqueço de você.
Pra mostrar que essa é a razão de eu escrever.

Aquele email que não enviei porque preferi dizer em poesia que...

Amo você.




sexta-feira, 4 de outubro de 2013

01:04

[Passado] - Algumas Palavras.


- Sonho como o dia que estarei 
plenamente feliz e ao lado 
de quem possa me fazer melhor.
- Te procuro em todos,
espero sempre que seja o próximo,
mas nunca é. Então espero.
- Queria deitar e morrer,
só pra não sofrer, mas não é assim.
- Prossigo assimilando mal as palavras
que nunca disse.
- Eu seria mais feliz se desistisse, 
só que isso não é uma opção.

- Permaneço aqui, 
sonhando, esperando, 
querendo ser mais eu com alguém
a quem chamarei de meu bem.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

11:08

Renuncia.

Eu sou o problema.
Assumo. Afirmo.
A renuncia.
A tortura.
Sou a curva fatal.

Eu sou o erro.
Errada. Errante.
A pressa.
A pedra no meio do caminho.
Sou a angústia.

Eu sou o destino certo.
O acaso não há.
A solidão.
A maldição.
Sou a gripe sem antibiótico.

Eu sou a perda.
Perdição. Perdida.
O orgulho.
O medo.
Sou o até nunca mais.

Fui onde não vais.
Sou de quem não és.
Conheço o que ainda vais conhecer.
E assim vou.
E assim já fui.
Fui... Parti... Partiu!


[Poesia inspirada na Obra de Fernando Sabino, O Encontro Marcado.]

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

16:59

Véspera de Feriado


        A história a seguir é contada sob três pontos de vista.

       Toca o telefone, era o Márcio do RH, marcamos de nos encontrar. Fui a casa dele, como combinado, cheguei lá, ele foi carinhoso, me beijou no rosto, me ofereceu um pouco de vinho, ao fundo tocava algum tipo de música instrumental, mas nem liguei, o agarrei sem pensar duas vezes. Eu usava uma lingerie branca, tal qual uma noiva. Rasguei-lhe a camisa e beijei sua boca, atrás de nós uma foto de sua esposa, o que deixava tudo mais excitante, então pulei no colo dele e assim ele me levou ao quarto do casal, tirei suas roupas e ele as minhas, foi lá cheios de desejos que nós transamos. Ouvi a porta se abrir e levei um susto, vi a esposa dele na porta nos olhando, quando dei por mim ela estava em cima de nós dando facadas em Márcio, gritei, mas não adiantou. Levei várias facadas e ainda viva, porém agonizando, vi o rosto ensanguentado dela sorrindo para mim. Essa foi a última coisa que vi antes de morrer.
       Era quarta-feira e eu disse à minha mulher que ia fazer hora extra, menti. Minha esposa trabalharia até mais tarde, como de costume em dia de semana, essa era a deixa que eu precisava. Liguei para Regina, a colega de trabalho gostosa que tem me dado mole, marcamos a tarde m casa, comprei um bom vinho e coloquei aquele velho CD do Kenny G para tocar, tudo no esquema. Ela chegou linda e provocante, beijei-a no rosto discretamente e lhe ofereci um pouco do vinho do porto, aceitou, mas não bebeu, me agarrou, rasgou minha camisa, me encheu de beijos, mordidas, tapas e arranhões, pulou em mim e subi com ela presa em minha cintura, logo estávamos nus, loucamente cheios de tesão. Eu já estava no ponto alto do prazer e nem ouvi a porta se abrir, em vez do gozo senti a dor de duas facadas nas costas, uma mistura de dor e prazer e em seguida já caído na cama, mais cinco facadas no peito. Não vi luz no fim do túnel, nem minha vida passar pelos meus olhos, apenas morri.
         Sai mais cedo do trabalho, resolvi tirar a tarde para descansar, fui direto para casa. Era véspera de feriado e sabia que meu marido faria hora extra, então pensei em passar um tempo sozinha. Cheguei em casa, entrei, o som estava ligado, havia duas taças de vinho sob a mesa, travei em meio a porta e o sofá, a raiva me consumiu, é claro que eu sabia do que se tratava, subi num surto, mas não sem antes pegar a faca de cortar carne na cozinha, afiada como minha raiva, essa seria a confirmação das minhas dúvidas. Abri a porta do quarto ainda sem acreditar no que me meus olhos acabavam de ver. Saltei sobre eles, dei sete facadas em cada um, desci coloquei meu disco favorito da Piaf para tocar e tomei sozinha aquela garrafa de vinho em cima da mesa.

sábado, 3 de agosto de 2013

17:58

E se foi.

Primeiro ponto. - Como já dizia minha falecida avó: "Para morrer basta 'tá' vivo!". E a coisa funciona bem assim.

Ontem era planos, faculdade, sonhos à realizar.
Hoje é vela, flores e muita gente à chorar.
Antes era o medo.
Agora é a certeza.


Segundo ponto. - Há duas semanas estávamos conversando e falando da vida, hoje foi só despedia.


Ontem era a cervejinha no bar.
Hoje é o borre, ressaca que não quer passar.
Antes era festa.
Agora é dor.

Terceiro ponto. - A morte é a única certeza da vida, mas a gente nunca espera que seja tão cedo.

Ontem era as alegrias, amizades, brincadeiras, familiares.
Hoje é um buraco enorme no peito.
Antes o riso, a piada.
Agora o silêncio.


Quarto ponto. - Tudo passa, tudo passará, menos a saudade que só aumentará.


Ontem.
Hoje.
Antes.
E agora.

Há sempre a ausência.
E foi tão cedo, tão jovem.
Não dá pra acreditar.
Num piscar de olhos tudo muda
E se vai,
Pra nunca mais voltar.

"É tão estranho, os bons morrem jovem."
...
A SAUDADE NUNCA MORRERÁ.


Sexto e último ponto. - As boas lembranças permaneceram e agora é delas que devemos cuidar. 



Adeus.


[Em memória de Josivan Dantas eterno amigo, pejoteiro e companheiro de luta.]

sábado, 27 de julho de 2013

01:31

Uma pequena crônica sobre o Vazio.

Há algum tempo venho sentindo esse vazio. Não, ele não me toma o tempo, não me tira o sono, não me tira a fome, pelo contrario, vou muito bem obrigada! Mas quero falar por uma questão de exorcismo, tirar esse Exu que insiste em me acompanhar, acabar com a ressaca moral, e ponto. Quero falar daquele vazio que não te esvazia, mas sim te preenche, aquele vazio que te faz seguir em frente, tudo bem, nem eu sei ao certo como denomina-lo, só imaginem algo parecido. Aquele vazio que lá no fundo você sabe o que é, e tem fugido o máximo que pode...

Eu parei pra pensar nisso após ver um filme clássico de comédia romântica, "também pudera" você ai pensou, porém já venho refletindo há muito esse tema, não por falta do que refletir, mas por necessidade, nós precisamos mudar de fase nesse jogo chamado vida. Pois bem, me peguei fugindo de encarar essa realidade e me vi sendo desafiada a ser honesta comigo, isso é muito pessoal - o que não é? - aprecio ser sincera da mesma forma que quero que sejam comigo, então lá estava eu inquieta  perdendo o sono e escrevendo essas linhas estranhas cheias de alguma verdade, descobri que esse vazio me enchia, completava, me colocava no eixo certo, cheia de duvidas, no entanto ciente das mudanças que eu tinha de tomar. Fugir. Sim, é isso, fugir, fingir que nada aconteceu, não com o vazio, mas com o que causou o vazio, uma atitude complicada, por instinto fazemos isso, nesse caso, o meu, é um mal preciso. "Nada é fácil, nada é certo." como Renato Russo disse - música que me embala ao tentar escrever. Não é pra ser um tormento, é pra trazer a paz, o alivio imediato, o novo pra sempre de alguma forma, nem que seja a força e isso não é a verdade soberana, é só um lado da moeda, por isso não é fácil e pelo mesmo motivo não parece certo. 
Havia lágrimas em meu coração, falta de visibilidade, havia uma vontade imensa de mergulhar nesse vazio e aqui estou eu, sendo honesta comigo e com você que teima em me ler. De fato aprendemos a olhar tudo em partes, poucas vezes paramos pra admirar a obra completa, e eu precisava olhar o antes, o agora e pensar no depois e pra isso algumas farpas tirar, algumas lágrimas rolar e começar de novo.

A gente se enche de coisa pra fugir desse vazio, mas ele nos completa, e acho que com o passar dos dias isso vira um habito, já não mais uma mentira, mas um fato, não dói e e nem te incomoda, as vezes coça, e é nessas horas que penso naquela frase da música do Engenheiros: "Não se sinta capaz de enganar, quem não engana a sim mesmo." E percebo que não me engano mesmo, no fim é isso, eu sei muito bem e não me importa, fujo mesmo, me declaro a maior covarde da história, medo? Acho que nem se trata mais de medo, é saco cheio, é raiva, é não saber amar... Acho que no mais tudo um dia se vai ou muda de lugar, mas tudo deixa um vazio.


sábado, 1 de junho de 2013

19:42

Sem o menor talento pra Cinderela.

Há algum tempo venho me inspirando pra tal atitude, escrever sobre o tal conto de fadas, - fui impulsionada para isso após ler um texto em outro blog. - Trabalho difícil, já que nunca me identifiquei com contos de princesas e seus príncipes, sempre fui mais com a cara das madrastas malvadas e outras vezes até das fadas madrinhas, no entanto nunca sonhei em ir a Disney ou coisa assim. Por fim, pra terminar essa explicação chata, nunca fui muito fã do Felizes para Sempre, e não é por falta de feminilidade, é por consciência da realidade, feminismo excessivo da minha parte? Talvez, mas dane-se, é o que eu penso. 

Sempre fui bem resolvida sobre esse assunto, em momento algum foi um tabu lidar com esse tema, mesmo as pessoas sendo claras sobre o que "acham", não me lembro de ter esquentado a cabeça com isso, nem mesmo na faculdade, que neste último semestre em Literatura tivemos de estudar os famigerados contos de fadas, afinal todos que não me acham normal já sabem da minha tendencia ao estranho, - rio muito dessas coisas, fato. - então deixaram passar. 
Minha profunda sinceridade sobre o tais, e não é porque estudei o livro: "A Psicanalise dos Contos de Fadas" é só por ter sido reprimida pelas minhas coleguinhas que achavam essas histórias o máximo e eu não. Tá, eu tinha lá meus 7 ou 8 anos de idade, mas ficou marcado ué ... Mas essa sensação vai além dessas estórias, tem muito livro de romance famoso com Romeu e Julieta que me deprimem com tanta falta de realidade, sim, eu posso estar louca por pensar isso de um livro de Shakespeare, mas não vejo nada de romântico em um cara que de uma hora pra outra esquece da pobre Rosalinda e se apaixona torridamente por Julieta, que por sua vez se apaixona por ele e algumas horas depois já vai pra cama com ele, "casa-se" e finge uma morte que leva o seu amado a morte verdadeiramente, que faz com que ela se mate em seguida. Entendo o apelo forte da história, mas poxa vida, que amor mais sem tipo (risos). Há filmes também que fazem o mesmo, aliás tem um escritor o  Nicholas Sparks que está famoso escrevendo e lançando vários filmes nessa pegada, não que seja ruim, já li alguns desses livros e vi os filmes, mas essa sensação não passa, essa coisa de romantizar tudo, de haver o homem ideal, a outra metade, muito disso acaba caindo por terra após ler o Psicanalise, mas eu não vou contar aqui o porque, não quero destruir a infância de ninguém, já me basta a dos meus alunos (risos), mas o que quero tentar dizer é que somos forçadas - agora direcionando à nós mulheres. - a acreditar em príncipes  encantados, castelos, felizes para sempre, etc e mesmo a mais sã dessas mulheres carrega resquícios disso em sua vida, seja na expectativa do amor verdadeiro ou no castelo do rei ($). Falo isso porque sou uma delas, sou romântica também poxa, tenho meus sonhos bobos,- difícil de acreditar né? - o diferente é que nunca tive talento pra ser a princesa que tem de ser escolhida dentre tantas outras por um príncipe que faz uma festa para escolher sua futura mulher, - citando Cinderela. - não tenho saco pra competir com as elegantes, educadas, submissas princesas ... Nem quero mesmo! 
Sei lá, sempre gostei de exclusividade, de coisas únicas e principalmente de olhos nos olhos, clareza e sinceridade, o que vemos hoje em dia muitas vezes é um jogo de interesses, por isso o ciúmes em excesso muitas vezes, e eu detesto ciúmes, aliás quem gosta? Nós acabamos nos enganado por falsos padrões e tratamos pessoas como objeto. As pessoas não me entendem muito, porque penso assim, simples, sempre gostei muito de ser quem sou, da liberdade que tenho, da minha sinceridade e até da minha grosseria (risos eternos). Só acho mais fácil tentar ser o que se é, sem essas frescuras, ser feliz em quanto pode, a felicidade eterna me parece entediante e muitas vezes absurda, acredito que o amor independe disso, vai além, mas isso a gente só aprende com o tempo. 

Apesar do meu pequeno desvio do assunto, é um pouco do que se passa em minha cabeça, um pouco turbulento, mas simples até de entender, tudo isso só pra dizer que não sigo a "regra geral", não sou e nem nunca fui a princesinha do papai, prefiro ser a camponesa, a trabalhadora, a mãe, a amiga, a companheira, a esposa,a professora, a mulher, do contrario a vida vira um erro, nada contra as meninas que vivem esse sonho de princesa, só que nunca fui muito com essa história. Imagine uma garota que no aniversário de 15 anos pode escolher a mega festa com debutantes e todo o circo e escolheu um churrasco com os amigos em casa, é, essa garota sou eu, e não me arrependo, me diverti mais e me preocupei menos, acho um ritual de passagem necessário até, mas não para mim, acho que nem quando eu me casar vou quer essas coisas (risos), sou bem de boa quanto a detalhes assim, reafirmo gosto do simples, mesmo que complicado, é assim que vale a pena e é assim que me sinto bem. Pra terminar logo isso pois já está cansativo, deixo a dica para as gurias, sejam o que são, até as que sonham com o príncipe encantado, mas sejam felizes, se amem, não esperem o amor verdadeiro e o felizes para sempre. Ousem ser loucas, ousem pedir seus amados em casamento, arrisquem o primeiro beijo no amor da sua vida se assim você o achar que ele é, e se ele não for, arrisquem novamente até ser, VIVAM, APROVEITEM e SEJAM, não esperem acontecer, Vamos a Luta amadas e amados!. 




[Coisas de uma louca apaixonada pelo caos. Prazer Bianca.] 

quinta-feira, 2 de maio de 2013

23:36

Aviso aos Navegantes.

Não me leia levianamente.

Não sou tão louca assim, mas também não sou normal. As vezes sou bruxa sim, feiticeira, mas que mulher não é? Não sou muito paciente, logo um foda-se já resolve tudo, tenho medos indizíveis e uma coragem beirando a insanidade, muitas vezes não uso por falta de vontade. Sou de caras e bocas, mas também de palavras, minto pouco, pois é preciso pra sobreviver, minha sinceridade é uma faca, mais me corta que arranha os outros, sou teimosa e outras vezes persistente. Não me leia pela metade, sou mais complexa e simples que bíblia, não custa tentar. Não me leve tão a sério, eu gosto de brincar, sou geniosa confesso, é difícil de negar, mas não sou de guarda ódio ou ranco por nada. Sou bipolar, tenho meus momentos, gosto de sempre estar, o ser me pesa muito, detesto rotular, então não me rotule. Eu amo dançar, não importa ao som de quê, seja funk ou rock in roll, eu gosto mesmo é de me soltar. O que você vê é o que sou, mas o que você vê já se mandou, partiu, deu lugar a outra coisa que agora sou eu. Não me leia por ler, deguste, mastigue, desfrute e critique, mas não me insulte, tens o direito de não gostar, até admiro tal atitude, mas não, em hipótese alguma, tens o direito de insultar minha obra. E por fim não julgue este livro mal trassado pela capa, a cara as vezes bela, encanta, mas as vezes mostro de 7 cabeças, ou mais, espanta qualquer nobre rapaz que tenta dessa história ser herói. Não é por maldade é apenas uma tal proteção digna de qualquer heroína dos tempos modernos em que vive, então perdoe minha insistência, mas não, não leia a mim como se fosse qualquer folhetim, prometo que não será demasiado, porém nem de toda calmaria.

Eu quero ser o segredo da descoberta.



segunda-feira, 15 de abril de 2013

17:59

Devaneios de uma Noite de Insônia.

- Gosto de lembrar do seu olhar.
Porque sei que ele me olhava, sei que era para mim.
Me olhava sem pudor, sem esconder que me olhava.
E parte dele me idolatrava, me detestava e me desejava.
Sem malícia, apenas por ideologia vã e vil.
Sei porque era exatamente assim que eu te olhava.
Reciprocamente. 
Loucura isso, 
mas gosto de parar para lembrar do seu olhar. - 


domingo, 17 de março de 2013

23:55

- Chuva. -

Enquanto ela cai eu me molho.
Enquanto ela cai eu imploro.
Eu choro e rio, um rio, uma enchente, uma tempestade.
Enquanto ela cai eu me esqueço que poesia deveria rimar.
Só lembro que a vida é pequena e deve se aproveitar.
Deve-se degustar de cada pequeno segundo.
Mesmo que uma gripe eu pegue, não vou me secar.
Mesmo que de longe eu peque, vale a pena sonhar.

A chuva vai caindo e eu rindo me ponho a cantar.
Não há problemas, deles eu me esqueci.
Não há certezas, delas eu me despedi.
Deixo ela cair, me lavar, amar e libertar.
Faço louvação aos 'deuses'.
Me faço chuva também.
Aqui está somente a chuva e eu.
Minha alma e o trovão.



segunda-feira, 4 de março de 2013

00:49

- O Corpo. -

O corpo é o sacrário da alma, tão belo quanto. É a expressão do artista e o ópio da nação.
É a beira da loucura, é a solidão.
É o exagero dos fortes e a sensualidade da mulher.
É a beleza da contradição.

O corpo é a mentira da sociedade, tão vil. É a verdade do opressor.
É a maldita moda, é a santidade proibida.
É a feiura da miséria e a timidez do perdição.
É o suor dos que lutarão.

O corpo é brisa dos sonhadores, tão apaixonados. É a semiótica pros signos e a fuga do sofredor.
É a libertação da dança, é o cimento da construção.
É a morte toda hora, é a vida de Sebastião.
É sem dó nem piedade a ironia do tempo.

O corpo é a velhice bruta que guarda em si a essência da vida e o medo da morte.
É tristeza depois da bebedeira e a festa do próximo final de semana.
É o sexo pro amante, é a reza do pastor.
É o prazer e a dor.
É o moldar-se, transformar-se, sair do padrão, é não mais ser.
O corpo é piedade e profanação, é tudo e é nada.
É desejo e adoração.
É segredo e demonstração.
O corpo esteve, o corpo está e corpo estará em constante transição.

E ninguém sabe explicar.



domingo, 3 de março de 2013

00:46

Desabafo de Uma Semana Estressante.

Só para começar:
Eu estou cansada de gente desonesta, cansada do jeitinho brasileiro, das injustiças e do preconceito.
Estou cansada desse povo que corta fila do ônibus, passando em nossa frente, entrando pela porta de trás, saturada dessa gente que fura fila de banco, que senta nos bancos preferencias  ainda se acha no direito de cobrar espaço.
Cansada de quem mente, quem omite, quem sonega, de quem silencia por não ter ação. Exausta de professores que atribuem mais de uma vez em menos de um mês, sendo "espertinho" e tirando a chance de muitos outros que precisam dessas aulas. Cansada de ver tanta pessoa se esforçando para passar na 'Prova do Estado' e sem aula, porque os 'F' passam em nossa frente, muitas vezes reprovados! Cansada do sistema de ensino, que é uma Bosta, e que todo mundo acha uma Bosta, mas não faz nada pra mudar. Saturada de falsidade, estupides, e da hipocrisia social. Exausta da minha falta de paciência e das verdades jogadas na cara, que ninguém sabe onde enfiar. Estou cansada dessa Censura Moral de hoje, que chega a ser pior que a censura dos tempos de ditadura. Estou fadigada da piadas politicamente corretas, das quais somos obrigados a rir, do humor que joga sujo e não quer levar a culpa. Tenho preguiça desse lance de Bullying, que na minha época era só brincadeira de criança e do qual fui alvo sem saber, no entanto hoje em dia tudo é bullying e isso cansa mesmo sendo um assunto sério. Me sinto "idiotizada" pela internet e suas "opiniões" cheias de falta de assunto e muita 'pseudo-revolução'. Enojada com a política que de política NUNCA teve nada, que nós engolimos por não ter o que comer. Tenho raiva dos pré-julgamentos, nos levando a cada dia que passa a nos achar deuses de um nariz alheio. Estou literalmente cansada da televisão, fingindo informar, mas que 'besteiraliza' e banaliza nossas vidas todos os dias no horário nobre. Fico puta, doente de você que me lê e acha que me conhece, que me vê e acha que me entende, que me ouve e me chama de maluca, você que me julga e nem sabe quem sou. 
Ando cansada de ver que o Brasil, ainda engatinha, que no mundo ainda há pobreza total enquanto outros vivem de barriga cheia. No entanto voltando as coisas mais locais; ficou pra morrer com quem ama uma sobra, mas cortam as árvores que tem em suas calçadas, que querem ter vários netos, mas não se preocupam com o amanhã. Não suporto mais gente que não dá seta no trânsito, que para em cima da faixa de pedestre, que praticamente passa por cima de qualquer um, gente que com certeza comprou a carteira de motorista. Viro leoa quando pessoas morrem por conta do lucro ser mais importante que a segurança de um município e pessoas que preferem culpa um time inteiro ao invés de culpar a segurança do estádio que de certa forma permite a entrada de 'materiais' que geram risco de vida, tirando o real foco do problema, fazendo da vida um eterno jogo de afinidade a la BBB. Detesto gente que não respeita o outro, gente que finge por conveniência, puxa sacos de plantão e gente com falta de caráter. Enfim, repito, estou cansada de desonestidade e do jeitinho brasileiro, essas coisas que mudariam com uma simples atitude: A nossas mudança pessoal. Então pra terminar fica a dica: MUDE! Você só tem a ganhar, pelo menos assim foi desgosta-los menos e o mundo enfim ficará melhor. 
Obrigada. 

sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

19:12

IMPLODIR.

Tudo que é paixão.
Tudo que é desejo.
Tudo que é tesão.

Que se exploda e vire pó.

Toda trava.
Toda calada.
Toda safada.

Que se desfaça o nó. 

Tudo que é solidão.
Tudo que é medo.
Tudo que é prisão.

Que se foda e só.

Toda santa.
Toda puta.
Toda amarra.

Que se faça o verbo então.