segunda-feira, 4 de março de 2013

00:49

- O Corpo. -

O corpo é o sacrário da alma, tão belo quanto. É a expressão do artista e o ópio da nação.
É a beira da loucura, é a solidão.
É o exagero dos fortes e a sensualidade da mulher.
É a beleza da contradição.

O corpo é a mentira da sociedade, tão vil. É a verdade do opressor.
É a maldita moda, é a santidade proibida.
É a feiura da miséria e a timidez do perdição.
É o suor dos que lutarão.

O corpo é brisa dos sonhadores, tão apaixonados. É a semiótica pros signos e a fuga do sofredor.
É a libertação da dança, é o cimento da construção.
É a morte toda hora, é a vida de Sebastião.
É sem dó nem piedade a ironia do tempo.

O corpo é a velhice bruta que guarda em si a essência da vida e o medo da morte.
É tristeza depois da bebedeira e a festa do próximo final de semana.
É o sexo pro amante, é a reza do pastor.
É o prazer e a dor.
É o moldar-se, transformar-se, sair do padrão, é não mais ser.
O corpo é piedade e profanação, é tudo e é nada.
É desejo e adoração.
É segredo e demonstração.
O corpo esteve, o corpo está e corpo estará em constante transição.

E ninguém sabe explicar.



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