quarta-feira, 14 de agosto de 2013

16:59

Véspera de Feriado


        A história a seguir é contada sob três pontos de vista.

       Toca o telefone, era o Márcio do RH, marcamos de nos encontrar. Fui a casa dele, como combinado, cheguei lá, ele foi carinhoso, me beijou no rosto, me ofereceu um pouco de vinho, ao fundo tocava algum tipo de música instrumental, mas nem liguei, o agarrei sem pensar duas vezes. Eu usava uma lingerie branca, tal qual uma noiva. Rasguei-lhe a camisa e beijei sua boca, atrás de nós uma foto de sua esposa, o que deixava tudo mais excitante, então pulei no colo dele e assim ele me levou ao quarto do casal, tirei suas roupas e ele as minhas, foi lá cheios de desejos que nós transamos. Ouvi a porta se abrir e levei um susto, vi a esposa dele na porta nos olhando, quando dei por mim ela estava em cima de nós dando facadas em Márcio, gritei, mas não adiantou. Levei várias facadas e ainda viva, porém agonizando, vi o rosto ensanguentado dela sorrindo para mim. Essa foi a última coisa que vi antes de morrer.
       Era quarta-feira e eu disse à minha mulher que ia fazer hora extra, menti. Minha esposa trabalharia até mais tarde, como de costume em dia de semana, essa era a deixa que eu precisava. Liguei para Regina, a colega de trabalho gostosa que tem me dado mole, marcamos a tarde m casa, comprei um bom vinho e coloquei aquele velho CD do Kenny G para tocar, tudo no esquema. Ela chegou linda e provocante, beijei-a no rosto discretamente e lhe ofereci um pouco do vinho do porto, aceitou, mas não bebeu, me agarrou, rasgou minha camisa, me encheu de beijos, mordidas, tapas e arranhões, pulou em mim e subi com ela presa em minha cintura, logo estávamos nus, loucamente cheios de tesão. Eu já estava no ponto alto do prazer e nem ouvi a porta se abrir, em vez do gozo senti a dor de duas facadas nas costas, uma mistura de dor e prazer e em seguida já caído na cama, mais cinco facadas no peito. Não vi luz no fim do túnel, nem minha vida passar pelos meus olhos, apenas morri.
         Sai mais cedo do trabalho, resolvi tirar a tarde para descansar, fui direto para casa. Era véspera de feriado e sabia que meu marido faria hora extra, então pensei em passar um tempo sozinha. Cheguei em casa, entrei, o som estava ligado, havia duas taças de vinho sob a mesa, travei em meio a porta e o sofá, a raiva me consumiu, é claro que eu sabia do que se tratava, subi num surto, mas não sem antes pegar a faca de cortar carne na cozinha, afiada como minha raiva, essa seria a confirmação das minhas dúvidas. Abri a porta do quarto ainda sem acreditar no que me meus olhos acabavam de ver. Saltei sobre eles, dei sete facadas em cada um, desci coloquei meu disco favorito da Piaf para tocar e tomei sozinha aquela garrafa de vinho em cima da mesa.

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