quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

20:41

Cartas - Não mais que palavras ao vento.

Não são as horas que não passam, é o tempo que demora pra essa dor passar, não é a falta de paciência, é a saudade que me força a escrever. E escrevo. Escrevo pra sobreviver a angústia da espera, ao medo do incerto, ao que sinto e não dissera.
Perdão aborrecer, mas gosto  de escrever cartas ridículas, acho que foi Fernando Pessoa que disse: "Todas as cartas de amor são ridículas." As minhas não seriam diferentes. Por falar nelas, sinto por nunca tê-las recebido, nem declaradamente, nem anonimamente, não que eu me lembre. No entanto sempre escrevi as minhas, mesmo as que não entreguei, sempre me correspondi comigo, então já posso dizer que recebi cartas ridículas, - as minhas. 
Não mais que palavras ao vento, conto e canto monha dor, saudade e espera nestas cartas, cheias de sentimentos esdrúxulos e mal pensados, por isso peço perdão, nunca soube escrever, nem nunca saberei, sonho louco o meu de escrever quizá um livro. Não nasci para por no papel sentimento algum, o faço por bobice, motivo qualquer de salvação. Porém minha saudade é real e absurda, quando não dói faz água e quando o dia é bom transformo em vinho, mas a saudade é sempre igual, não diminui só aumenta. 
Porque não são horas, são dias e porque te espero sem mais revelia.

Permaneço a tua espera.

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