segunda-feira, 17 de agosto de 2015

01:57

Um girassol sem Sol

Filho de uma semente bastada, 
Em uma terra largada, porém mui fértil.
El girassol crescia.
Sozinho em um, armazem velho
Onde gentileza e amor se auzentaram-se de lá.
Se nutria das pequenas gotas de chuva,
Que milagrosamente passavam pelos buraquinhos do telhado.
Buraquinhos que transpassavam luz suficiente pra que ele crescesse.
Entre a falta de cuidado e a sobrevivência.
Cresceu feio desengonçado
Qualquer um diria:
- Que horror, senhor!
Mas havia sua beleza.
Uma inesplicável resistência
E tamanha vontade de viver.
Mesmo abundante de ausência.
Certa vez, em uma manhã de segunda, 
Um terremoto deu- se por lá.
E após horas de tremores, 
o velho armazem caiu ao chão.
Foram horas terríveis para o
Pequeno girassol,
Mas incrivelmente estava ele lá,
Arranhões e cortes, porém vivo.
E pela primeira vez vendo a luz do dia.
Magneticamente foi conduzido a uma luz forte,
E entre encantamento e temor
Apaxonou-se a primeira vista por ele: 
O Sol.

El girassol não soube o que era a gentileza das gotas vindas da chuva abundante,
E não foi cuidado diariamente pelos raios do Sol, 
Mas resistiu a vida toda para amar e deixar ser amado pelo Sol.

Agora já não era mais sozinho
Já não sobrevivia mais,
Pois agora ele vivia.




segunda-feira, 3 de agosto de 2015

09:11

Sei

Sei que tudo se vai
Sei que nada é 
Sei que quero
Sei que não posso
Sei que virás
Sei que não agora
Sei que eu sei
Sei que nada será
Sei que é melhor deixar pra lá.