quarta-feira, 25 de janeiro de 2017

18:52

Um adeus que eu não soube dar.

Como dói te perder.
Nunca pensei passar por isso.
Nunca me imaginei me despedindo de você.

Minha memória viva, me traz a recordação do nosso último até mais.

Lembro-me de te dizer obrigada, de te abraçar forte e te dizer o quanto era importante você estar ali comigo. Eu sei que não foi a última vez que nos vimos, houveram tropeços e abraços apertados no meio da rua, tiveram sorrisos largos trocados de um lado a outro das calçadas. 
Fizemos muito isso.

A saudade me pega nos braços.

Agora estou nas nuvens, me sinto perto de você, de uma forma muito abstrata.
O horizonte se define entre nuvens que separam o céu da terra, de maneira tênue.
Parece um chão de nuvens.
Eu gosto assim.

Estou retornando para casa e dessa vez não vai ter você na calçada oposta, atravessando a rua só pra me dizer oi. Essa realidade crua machuca. Eu olho pela janela do avião e só vem você na minha cabeça. Acabo de perceber que como minha última comunhão, você está vivo dentro de mim, nos meus olhos marejados, na minha memória, nos meus braços, que seguram um pouco dos teus abraços.

Me desculpe não estar ai para te dizer adeus, na verdade eu não quis e não quero dizer adeus, mas queria ter ido dizer: "até logo Dog, vai com Deus". Queria cantar pra ti, eu cantei algumas vezes sozinha, mas eu queria te ver pela última vez, louca pra você voltar pra gente. Eu estava longe, mas estou voltando e lá vai doer não poder te ver. Mano, já tô cheia de saudade, cuida da gente, guarda um lugar pra nós junto de ti.



[Carta de até logo ao meu eterno mano Gabriel Fernando Ramos]

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